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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos
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(¯`·._)Crônicas da Loira(¯`·._)
Vale a pena..
Eu queria meeeeesmo ter escrito algo por mim, mas deve ter sido algo do destino eu ter lido esse imail (pq quem conhece sabe q nem sempre, pra num dizer nunca, eu leio imails..) e tenho que postar isso....ao menos depois das maravilhavas (entende-se imail d ex em depressão) e falhas (entende-se ficar vermelha ao falar com um gatinho q eu quero bjar) que aconteceram hj....Enjoy People!!!
Algumas coisinhas que a vida de solteira ensina:
* Se ele se interessou, ele liga!!!! É isso mesmo, quando o cara quer, não tem projeto importante, morte da tia, aniversário do irmão ou trânsito maluco que o impeça de te convidar pra sair.
* Passou uma semana sem ouvir notícias dele? Esquece, parte para outra. Ligar para saber se tá tudo bem, nem pensar. Homem que tá perdido merece ser encontrado morto no apartamento, e pelo zelador do prédio, porque os vizinhos não agüentam mais o fedor.
* Vocês saíram e ele não ligou mais. Foi por que você deu? Ou foi por que você não deu? Na verdade, pouco importa. Se o que ele estava a fim era de sexo, e rolou, ótimo, sexo é que nem pizza, bom-até-quando-é-ruim, e tal. Mas se você não deu, ele provavelmente não te procurou mais porque achou que ia ser muito trabalho. Ou seja, pare de se atormentar porque transou ou não!!!
* Duas lições: dar uma de difícil na nossa idade já era!!! RIDICULO é fazer tipinho!!! -- e além do mais, se ele não ligar mais, uma coisa é fato: vc VAI se arrepender de TER dado, ou então de NÃO TER dado...
* HOMENS CASADOS - diga não!!! A relação dele tá em crise, péssima, só falta oficializar o fim. Ótimo,então ele termina de uma vez e depois te procura, combinado?
* FALTA DE GRANA - O cara é ótimo, gostoso, culto, mas ganha uma merreca e/ou está desempregado? Tudo bem, você não está atrás do golpe do baú, trabalha, paga suas contas, não precisa disso. Mas não há paixão fulminante que resista a ter que transar sempre em casa, nunca conseguir ir num lugar legal, um jantarzinho bacana, um final de semana em um chalé... só ganhar presente chinfrim (quando ganha!!) e sempre ouvir "não tenho grana" para tudo, também NÃO DÁ!!
* SAIR COM EX?? UUIII!!!! Esqueça! A "FILA ANDA"!!!!!
* FEIO, MAS QUERIDO... Não dá pra namorar um cara pelo qual você não tem um mínimo de admiração (seja física ou mental...).
"A PARTIR DE HOJE VAMOS CUIDAR APENAS DA NOSSA SAÚDE, POIS DA NOSSA VIDA TODO MUNDO CUIDA"
Os créditos são da Gaby's que mandou o imail....Bjoks
Escrito por *Pretty Woman* às 00h05
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Quando o tatuador chamou, eu tinha o sacrifício bem calculado
Marinheira de primeira tatuagem
[por Heloísa Helvécia]
Tatuagem era vontade antiga. Entre o projeto e a ação passaram as décadas e os medos: do resultado, do ridículo, da condenação eterna.
Sobrou o medo da agulha, mas já que nada é para sempre fui ao Led's Tattoo detonar esse também. Honrei a mim mesma, como fizeram os bravos guerreiros maori, e fazem os meninos do Rio, os veteranos desbotados, os não identificados, os metaleiros, baladeiros, executivos, presidiários, manos, minas, pitboys, patricinhas, torcidas uniformizadas, as clones da Britney Spears e as "quero ser Gisele", com estrelas carimbadas.
Em vez de ateliê underground, que conhecia do século passado, encontrei um shopping center da "body art", 150 mil motivos organizados em mostruários. É um palácio dos enfeites, kitsch como as "tattoos" e os diamantes.
Eu tinha na cabeça uma jóia de contorno vago, um anel de pigmento. "Não dá, a gente aqui não pode tatuar dedo", descartou o menino da recepção, argola no rosto ligando as narinas. Admiro há tempos a rosa viva gravada no anular de uma amiga, mas o chefe da equipe, Led's, 42, um nomão da arte, desaconselhou: a pele nessa área é muito grossa, o desenho tende a borrar com o tempo. A norma é não tatuar mãos, rostos, genitais. Nem suásticas nem nomes de namorados, apesar da demanda.
Encomendei uma pulseira. Depois de assinar um papel declarando ser maior, vacinada e não estar bêbada, subi para o andar onde fica o "centro cirúrgico". "É proibida a entrada de acompanhante", li, me despedindo do meu já na sala de espera, como criança abandonada no primeiro dia de aula. Aguardei naquele pesadelo em cores, ao lado de uma garota, suporte assíduo do artesanato corporal.
"É a primeira vez?" Claro que não era. "Dói?", perguntei, como se não imaginasse. E ela, sem tirar os olhos da revista: "Ah, suportável. Tipo depilação na virilha".
Comparação medonha. Tente expandir segundinhos de lágrimas para duas horas de sofrimento corrido. Quando o tatuador chamou, eu tinha o sacrifício bem calculado. Tudo por uns gestos mais belos.
O artista era Márcio, 25. Portfólio bonito, paciência de monge, alargadores nos lóbulos. E uma perna pintada de preto, cobertura tribal sobre um velho desenho que, pela descrição, devia ser naquele estilo biomecânico, mórbido, muito usado uns anos atrás. Ele ficou uma hora rabiscando as linhas no meu pulso, antes de partir para a ignorância. Não tapou o sol com a peneira. Disse que ia doer bastante e que não tinha pomadinha nenhuma. Suas palavras de consolo: "Mulher agüenta mais que homem". Em anos de batente, só viu duas desmaiarem. Uma rolou da maca, quebrou os dentes da frente.
Sorte a minha estar sentada. O vaivém da agulha trouxe uma sensação inédita, mais radical que tratamento de canal. Completando a tortura, a vibração e o ruído da máquina, igual a motorzinho de dentista. Olho fechado, eu perguntava se faltava muito, e faltava.
Mas Deus é pai. Enquanto as pontinhas perfuram a pele depositando a tinta, o cérebro produz endorfina, para compensar o desconforto. O tatuado prova alegria química. Poucos param na primeira cicatriz decorativa. "Uma vez quebrado o tabu, a pessoa tem grande satisfação, dá vontade de fazer outra, o que é pretexto para a terceira, dizem que número par dá azar", disse o Led's.
Então até a próxima. Saí ferida e feliz comigo e a pulseira, meio indiana, meio ferro retorcido. Telefonei para meus superegos. "Ainda bem que é no pulso esquerdo, pode esconder com relógio", disse a irmã mais velha. "E quando você enjoar?", dramatizou uma amiga. Até parece, grande novidade uma pessoa cansar de si mesma.
Heloísa Helvécia, 46, nunca furou a orelha
Escrito por *Pretty Woman* às 18h24
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